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YOM KIPUR NÃO ACABOU: VOCÊ SABE POR QUÊ?

há 10 minutos
5 min de leitura
Yom Kipur não ficou no passado. Sua mensagem continua viva.
Yom Kipur não ficou no passado. Sua mensagem continua viva.

Este artigo é para aqueles que, mesmo conhecendo a Deus e a sua Palavra, ainda carecem da misericórdia e da graça do Senhor.


O Dia da Expiação, ou Dia do Perdão, faz parte das sete festas bíblicas instituídas por Deus como festas solenes de “estatuto perpétuo”, ou seja, para sempre, sem uma data estabelecida para o seu fim (Lv 16:29): “E isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez dias do mês...”


Yom Kipur é realizado no décimo dia do sétimo mês do calendário bíblico, fazendo parte das três festas de outono: Yom Teruah (Festa das Trombetas), Yom Kipur (Dia do Perdão) e Sucot (Festa das Cabanas ou dos Tabernáculos). Yom Kipur também é um dos descansos solenes estabelecidos pelo Senhor, dias separados para cessar as atividades comuns e se dedicar ao Senhor, sendo chamados de “sábados do Senhor” (Lv 23:23-25).


Essas festas foram entregues aos filhos de Jacó, mas também tinham o propósito de ensinar as nações (gentios) sobre o seu Deus. É importante frisarmos que não são festas dos judeus, mas festas do Senhor, como diz em Levítico 23 e que todas as nações, representadas pela Igreja, também estão convidadas a celebrá-las. Diferentemente das festas seculares, elas promovem arrependimento, revelação e comunhão com Deus. Além disso, apontam para o mundo vindouro, para o descanso eterno, o grande Shabat (Cl 2:16-17).


Veja o que Levítico diz:

“O Senhor disse a Moisés: O décimo dia deste sétimo mês é o Dia da Expiação. Façam uma reunião sagrada, neguem a vocês mesmos e apresentem uma oferta preparada no fogo para o Senhor. Não realizem trabalho algum nesse dia, porque é o Dia da Expiação, quando se faz expiação por vocês diante do Senhor, o Deus de vocês. Quem não negar a si mesmo nesse dia será eliminado do seu povo.”(Lv 23:26-29)


Na Antiga Aliança, vemos o sumo sacerdote entrando uma vez por ano no Santo dos Santos para realizar a expiação dos pecados da congregação de Israel e apresentar o sangue do sacrifício diante do propiciatório da Arca, onde a presença de Deus aparecia (Lv 16:14-16).


A origem da palavra Kipur, em hebraico, está relacionada à ideia de cobrir, expiar. Essa palavra nos remete à cobertura proporcionada pelo sangue de Yeshua, derramado no madeiro por nossos pecados, rasgando assim o véu e abrindo-nos o acesso ao Pai (Mt 27:50-51). Além disso, aponta para a proteção da nossa casa espiritual contra o espírito da morte (Êx 12:13).


A Lei é apenas uma sombra dos benefícios que virão, não a sua realidade. Por isso, ela nunca consegue, com os mesmos sacrifícios repetidos ano após ano, aperfeiçoar os que se aproximam para adorar. (Hb 10:1)


Hoje, diferentemente da Antiga Aliança, não precisamos mais do sangue de bodes, carneiros e bois para que nossos pecados sejam expiados, pois o sangue de Yeshua está nos cobrindo (1Jo 1:7).


O que acontecia na Antiga Aliança era uma sombra daquilo que se revelaria plenamente com a vinda de Yeshua e que ainda alcançará sua plenitude na eternidade, com a manifestação do seu Reino. É como o sol que nasce gradualmente até alcançar sua força total ao meio-dia (Hb 8:5).


O sangue de Yeshua realizou a reconciliação entre Deus e os homens, pois a ira do Pai estava sobre toda a humanidade por causa do pecado. Não existe verdadeira paz sem sangue, e não existe sangue sem sacrifício, que é Jesus (Rm 5:9-10).


Você está à procura de paz? Somente Jesus, o Filho de Deus, o Messias de Israel, o Cordeiro sem manchas, pode lhe dar essa paz que o mundo não pode entregar (Jo 14:27).


O sacrifício de Jesus é a ponte para chegarmos novamente ao nosso Senhor, e o sangue fez com que o DNA do Pai entrasse em nós, dando-nos a herança da salvação e do seu Reino, pois o Reino é somente para os herdeiros (Ef 1:7-11).


Entretanto, precisamos tomar o exemplo de Cristo diariamente, vivendo uma vida de renúncia e entrega. Jesus se sacrificou para nos chamar a continuar sacrificando a nossa carne, ou seja, as vontades que nos afastam do Pai (Lc 9:23). Ou seja, Yom Kipur é uma festa perpétua que precisamos observar, pois sempre vamos carecer da graça de Deus. Mesmo conhecendo a Deus e a sua Palavra, continuamos necessitando da sua misericórdia (1Jo 1:8-9).


Nesse dia, era e continua sendo observado um jejum, isto é, o afligir da alma, ou seja, negar-se a si mesmo, tradicionalmente por aproximadamente 25 horas, sem alimento e sem água, como expressão de arrependimento, humilhação e reflexão diante de Deus (Lv 23:27).


Yom Kipur é o único jejum congregacionalmente estabelecido por Deus. Imagine todos os judeus e os crentes no Messias de Israel jejuando juntos. Qual será o impacto disso sobre o planeta Terra?


Todos os homens de Deus jejuaram, inclusive Jesus e Paulo, e ambos, após jejuarem, venceram guerras espirituais que eram dificílimas (Mt 4:1-11). O jejum é a sujeição da nossa carne a Deus. Automaticamente, conseguimos resistir às tentações do diabo, e ele foge de nós (Tg 4:7).


Yom Kipur, o Dia da Expiação, também nos aponta para uma realidade futura: o grande Dia em que a Igreja será recebida pelo seu Noivo, para estar com Ele nos ares, como um aroma agradável às narinas de Deus (1Ts 4:16-17). Uma Igreja adornada, com vestes de justiça, preparada e perfumada para o seu casamento (Ap 19:7-8).

É um tempo que nos chama ao arrependimento, à reflexão e à intercessão, tanto por nós mesmos quanto pelo nosso próximo (1Tm 2:1). A palavra arrependimento, em hebraico, é teshuvá: voltar ou retornar para a sua origem. Então, Yom Kipur é voltarmos para as raízes da Árvore da Vida, que é Yeshua (Jo 15:1-5). Yom Kipur é a festa que nos convoca a voltarmos ao Jardim do Éden (Ap 22:2).


Assim como o sumo sacerdote intercedia pela congregação de Israel, a Igreja também é chamada a interceder continuamente diante do Pai (1Ts 5:17). Mesmo tendo Jesus morrido na cruz, ainda pecamos; porém, temos um Advogado fiel e justo diante do tribunal do Pai, que intercede por nós para que não sejamos condenados (1Jo 2:1).


Esse é também o nosso propósito neste dia: humilharmo-nos diante de Deus e clamarmos por sua misericórdia sobre as vidas (2Cr 7:14).


É também um excelente motivo para orarmos por toda a Igreja espalhada pelo globo terrestre e clamarmos para que a revelação do Messias de Israel, Yeshua, alcance o povo judeu (Rm 10:1).


Ezequiel diz que Davi, Yeshua, irá purificar os pecados de Israel, e eles nunca mais o deixarão. A purificação do pecado prepara para a autorização do serviço sacerdotal. Ou seja, Yom Kipur também é uma festa da esperança (Ez 37:24-25).


O homem pode quebrar a aliança que faz com Deus, mas o Senhor jamais quebrou a aliança que fez com alguém, inclusive com o povo judeu. Existe um despertamento gradativo, que culminará na purificação de todo Israel, que servirá a Yeshua como seu exército de sacerdotes (Rm 11:25-27).


Por isso, além de clamarmos por nós mesmos em arrependimento, este é um tempo de interceder para que o Pai, por meio do Filho, Yeshua, abra os olhos do seu próprio povo de Israel, que, segundo Paulo, está em cegueira parcial (Rm 11:28).


É importante lembrar que o jejum não deve ser compreendido como uma forma de pedir algo a Deus. Ele representa a humilhação da nossa carne e da nossa alma diante do Senhor. É colocar o nosso próprio corpo no altar, em consagração e entrega a Deus, reconhecendo que Yeshua é o nosso Kipur, a nossa expiação e a nossa reconciliação com o Pai (Hb 9:12).


E é justamente por isso que Yom Kipur continua falando conosco: porque, mesmo conhecendo a Deus, ainda carecemos da sua graça, da sua misericórdia e da sua reconciliação. O homem pode conhecer a Palavra, caminhar com Deus e, ainda assim, precisar voltar, arrepender-se e humilhar-se diante do Senhor (Sl 51:17).


Yeshua é o nosso Kipur. Ele é a nossa expiação, a nossa reconciliação e a nossa esperança (1Pe 2:24).


G'mar Chatimá Tová!

Que você seja selado para a vida no Livro da Vida!




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