O novo ISRAEL de Deus?
- IDI - IGREJAS EM DEFESA DE ISRAEL

- 16 de set. de 2025
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Atualizado: 19 de set. de 2025

Um dos temas mais em voga hoje na teologia cristã é a doutrina do "substitucionismo," que envolve a ideia de substituir Israel pela Igreja e chamar a igreja de "o novo Israel de Deus". Essa doutrina distorce a relação entre a Igreja e Israel, bem como a relação da Igreja com o Deus da Bíblia, que é o Deus de Israel.
A relação da Igreja com Israel é de extrema importância. A Bíblia precisa ser compreendida e aceita como palavra de Deus na sua totalidade , sem parcialidade, e se lermos com atenção, veremos a Bíblia não vê o povo judeu como "inimigos de Deus". Há um propósito para tudo, e, profeticamente, os judeus foram dispersos pelo mundo, como descrito em passagens como Zacarias 9, 10 e 11, para que a palavra de Deus fosse levada aonde quer que eles fossem.
O povo judeu sobreviveu ao longo dos séculos porque o Senhor os guardou para cumprir sua palavra e o juramento feito a Abraão, como citado em Hebreus 6:13-14 e Isaías 45:23. A Igreja, por meio de Yeshua (Jesus), precisa de unidade com Israel, podendo ser sendo considerada como irmã dos judeus, e co-participante das promessas feitas ao povo judeu que se estendem às nações por meio da aliança pelo sangue de Yeshua.
A igreja não é o novo Israel. A promessa dada a Abraão, na qual todas as famílias da terra seriam abençoadas, é cumprida através do sangue de Yeshua, tornando as famílias da terra parte da Igreja, enquanto a "terra que te mostrarei" é chamada de Israel ( tanto espiritualmente como territorialmente), de acordo com a promessa de Deus a Abraão, Isaque e Jacó. Qualquer oposição às promessas de Deus para seu povo é rebelião ou manipulação. Yeshua veio para cumprir todas as promessas da Torá e dos profetas, tornando possível que todas as famílias que creem nas nações recebam a luz e sejam chamadas de Filhos de Deus.
É importante salientar que mesmo em total unidade, Israel e a Igreja são tratados de forma distinta por Deus nos últimos dias, como mencionado em Apocalipse 7:4 para Israel e Apocalipse 7:9,10 para a Igreja.
Essa distinção é fundamental para a compreensão das promessas e dos planos divinos que se desdobram ao longo da história da salvação. No contexto do livro de Apocalipse, que é repleto de simbolismo e revelações sobre os eventos finais, encontramos referências específicas que ajudam a delinear a posição única de cada um desses grupos. Em Apocalipse 7:4, somos informados sobre a marcação de 144.000 servos de Deus, provenientes das doze tribos de Israel. Este número simboliza a totalidade do povo de Deus em Israel, indicando que, apesar das dificuldades e do sofrimento enfrentados, há uma preservação e uma promessa de restauração para a nação israelense.
Essa passagem ressalta a importância de Israel no plano redentor de Deus, mostrando que Ele não esqueceu de Suas promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó. A ênfase aqui está na identidade étnica e espiritual de Israel, que continua a ter um papel significativo nos eventos escatológicos.
Por outro lado, em Apocalipse 7:9 e 10, encontramos uma visão do grande número de pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas, que se apresentam diante do trono de Deus e do Cordeiro. Essa multidão representa a Igreja, composta por todos aqueles que creram em Cristo, independentemente de sua origem étnica ou cultural.
A descrição de suas vestes brancas e palmas nas mãos simboliza a pureza, a redenção e a vitória sobre o pecado e a morte, obtidas através do sacrifício de Jesus. A Igreja, portanto, é vista como um corpo espiritual que transcende fronteiras, unindo crentes de diversas origens em uma nova aliança. Essa distinção entre Israel e a Igreja é crucial para a teologia cristã, pois ajuda a entender como Deus interage com a humanidade em diferentes épocas.
Enquanto Israel é frequentemente associado às promessas da antiga aliança e ao cumprimento das profecias messiânicas, a Igreja é vista como o cumprimento da nova aliança, que se baseia na fé em Cristo e na graça. Assim, mesmo que ambos os grupos compartilhem a unidade em Cristo e a esperança da salvação, suas identidades e papéis no plano divino permanecem distintos e complementares.
Portanto, a análise de Apocalipse 7 revela não apenas a diversidade do povo de Deus, mas também a fidelidade de Deus em cumprir suas promessas tanto para Israel quanto para a Igreja. Essa compreensão nos leva a um reconhecimento mais profundo da soberania divina e da maneira como Deus orquestrou os eventos do fim dos tempos, assegurando que tanto Israel quanto a Igreja tenham seu lugar e propósito na consumação da história.
Essa visão dual é essencial para uma interpretação adequada das Escrituras e para a nossa compreensão da obra redentora de Deus na história da humanidade.




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