DEUS NÃO VÊ COMO O HOMEM VÊ
- Douglas Galvao
- há 17 horas
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“Quando Deus enxerga além da condição presente”

Quantas vezes já presenciamos irmãos orando ou profetas profetizando restauração e mudanças da parte de Deus para pessoas que, ao olharmos, pensamos: “Isso é impossível de acontecer.”
Por que emitimos esse tipo de julgamento? Em geral, isso acontece porque observamos essas vidas apenas a partir de sua conjuntura atual. Muitas vezes, trata-se de pessoas que já foram desacreditadas pelos homens, pela sociedade e até mesmo por parte da Igreja, vivendo como vidas desenganadas e sem expectativa aos olhos humanos.
Entretanto, a ótica de Deus é distinta da condição presente dessas pessoas. Ele não vê apenas o estado atual, mas aquilo que ainda será revelado. Embora essa afirmação possa soar como um jargão evangélico, ela expressa uma realidade profunda: Jesus não observa apenas o que somos hoje; Ele contempla aquilo em que nos tornaremos. Enquanto o homem enxerga a situação imediata, Deus contempla o propósito, o destino, a restauração e a transformação que ainda serão manifestados.
Esse princípio pode ser claramente observado no capítulo 8 do profeta Zacarias, um texto de caráter profético atemporal, que não se limita ao contexto histórico de Israel no passado, mas se estende ao presente e aponta também para o futuro cumprimento das promessas de Deus.
Nesse capítulo, o próprio Deus revela Seu zelo por Sião, demonstrando amor profundo por Israel. Ele se indigna contra os inimigos do Seu povo e declara que voltará a habitar em Jerusalém, que será chamada Cidade Fiel, e que o monte do SENHOR dos Exércitos será chamado Monte Santo (Zc 8:1-3). Nesse cenário, a promessa divina não se restringe ao momento histórico, mas aponta para uma restauração mais ampla e definitiva.
Nesse sentido, compreende-se que Deus contempla a restauração completa de Israel na vinda de Yeshua, que voltará a Jerusalém, a cidade de Sião. O SENHOR, portanto, fala em meio à dor, ao luto e à tristeza dos filhos de Israel, especialmente no contexto do retorno à terra durante o período da restauração, já nos dias do rei persa Dario.
Esse processo de dor, contudo, não se limita a um único momento histórico. Os israelitas estavam em luto pela destruição do Primeiro Templo, mas já haviam sido libertos da Babilônia e retornado à sua terra. Ainda assim, esse ciclo de sofrimento se conecta também à destruição do Segundo Templo, ocorrida no mesmo dia do calendário bíblico, o 9 de Av, o que mantém Israel em lamento até os dias de hoje.
Dentro dessa perspectiva, a própria Escritura declara:
“Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Os jejuns do quarto, quinto, sétimo e décimo meses serão ocasiões alegres e cheias de júbilo, festas felizes para o povo de Judá. Por isso, amem a verdade e a paz.” (Zacarias 8:19)
O Primeiro Templo foi destruído em 586 a.C. pelos babilônios, e o Segundo Templo em 70 d.C. pelos romanos. Ambos os eventos estão associados ao 9 de Av, no quinto mês do calendário bíblico, marcando períodos de profunda dor na memória de Israel.
Diante disso, percebe-se que muitas vezes Israel não enxergou a nova oportunidade que Deus estava concedendo naquele tempo. Da mesma forma, também nós podemos chorar e lamentar situações sobre as quais o Senhor já iniciou um processo de mudança. Em muitos casos, lamentamos aquilo cuja restauração Jesus já começou a realizar, pois Ele já contemplou o nosso futuro.
Hoje, Israel ainda permanece em luto, mas a profecia da restauração já começou a se cumprir. O Senhor declarou que os idosos se assentariam nas praças de Jerusalém com suas bengalas, e que essas praças seriam cheias de meninos e meninas brincando. Além disso, Ele disse:
“Salvarei o meu povo dos países do oriente e do ocidente. Eu os trarei de volta para que habitem em Jerusalém; serão o meu povo, e Eu serei o Deus deles com fidelidade e justiça” (Zc 8:7-8).
Israel, nesse sentido, também se torna um espelho para a Igreja — um exemplo tanto do que deve ser seguido quanto do que não deve ser repetido. Ainda não se pode chamá-lo plenamente de “Cidade Fiel”, pois há processos que ainda precisam se cumprir até esse momento, uma vez que a presença de Jesus trará essa fidelidade plena a Israel.
Entretanto, assim como na visão de Ezequiel no vale de ossos secos, Israel passou e ainda passa por um processo de reconstrução até ser cheia do Espírito. Esse processo, embora aos olhos humanos pareça lento, está em andamento. A profecia de Zacarias continua se cumprindo, e a restauração de Israel permanece em andamento.
Hoje, no Estado de Israel, já se pode ver anciãos, crianças e jovens se alegrando em Jerusalém, em Sião, como sinais visíveis dessa restauração. Esses sinais visíveis da restauração geram alegria e fortalecem a fé daqueles que observam o agir de Deus na história. O tempo do luto de Israel caminha para o seu fim, pois o tempo da alegria da salvação se aproxima.
Que os nossos olhos sejam treinados para ver o que Deus vê, não apenas o luto presente, mas a alegria futura. Essa é a visão dos remanescentes da fé: enxergar aquilo que Deus enxerga.
Essa também é a perspectiva do IDI (Igrejas em Defesa de Israel): contemplar a restauração daquele que Deus chama de povo eleito. Compartilhe este artigo para que outros também se alegrem com aquilo que o Espírito Santo está fazendo.


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