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ATÉ QUE O ÚLTIMO JUDEU VOLTE PARA CASA

Atualizado: há 2 dias

“O retorno a Sião e o acender das luzes”


Representação simbólica de Yeshua, o Rei de Israel, voltando a Sião.
Representação simbólica de Yeshua, o Rei de Israel, voltando a Sião.

O movimento sionista nasceu no século XIX, em 1896, pelo judeu austro-húngaro Theodor Herzl, jornalista que realizou o Primeiro Congresso Sionista em 1897, em Basileia, na Suíça. Seu objetivo era criar um Estado nacional para o povo judeu como solução para o crescimento do antissemitismo no mundo. O movimento sionista está fundamentado em questões históricas, culturais, políticas, diplomáticas e de segurança nacional.


Apesar de o conceito político de sionismo possuir muitas similaridades com as Escrituras Sagradas, como o reconhecimento do direito à terra da nação de Israel, cremos no sionismo bíblico e profético: a entrega da terra de Canaã aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó (Gn 13:15; 26:3; 28:13), como parte da construção e da preparação para a vinda do Messias Yeshua e do Seu Reino. Pois, em Jerusalém, a cidade edificada sobre o monte, Ele governará Israel e as nações da terra como um só povo (Is 2:2-4; Jr 3:17; Zc 14:9). No entanto, a visão política do sionismo não traz essa mesma clareza.


A política diz respeito ao partidarismo, ou seja, a visões e pensamentos divididos, algo antagônico ao que Yeshua ensinou, pois um reino dividido não prospera. A Aliá, o movimento de retorno à terra de Israel, a Sião, é um dos fundamentos desse sionismo bíblico e profético.


A palavra hebraica “Aliá” vai muito além de imigração. Seu significado é “subida”, ou seja, subir para Sião. Representa Israel retornando à terra de seus pais (Is 43:5-6; DT 30:3-5). Aplicando isso a uma visão ainda mais profética, a Aliá também aponta para uma peregrinação em direção a Deus, ao Pai, pois as Escrituras convidam Seu povo a buscar Sua presença e a subir ao Seu santo monte (Sl 84:5-7; Mq 4:1-2).


O Senhor escolheu Sião, desejando fazê-la Sua habitação: “Este será o meu lugar de descanso para sempre; aqui firmarei o meu trono, pois esse é o meu desejo” (Sl 132:13-14). Observe que o texto diz “para sempre”. Essa escolha de Sião não se limita à história de Israel, mas aponta para um propósito eterno. Davi contemplava a eternidade a partir do lugar onde reinava: a mesma Jerusalém que hoje vemos pela televisão. O trono de Deus, na Jerusalém celestial, está estabelecido em direção a Sião, isto é, Jerusalém, na terra, revelando a conexão entre a realidade celestial e o propósito divino para a cidade escolhida por Deus na terra.


Não queremos estabelecer um lugar de idolatria. Hoje não existe um lugar físico exato para a adoração, até porque o Senhor Jesus disse que Deus procura os que o adoram em espírito e em verdade (Jo 4:21-24). Contudo, estamos falando de um lugar que possui um significado simbólico e profético, cuja própria existência carrega uma mensagem acerca da vinda do Reino de Deus (Zc 8:3). O rei Davi compreendeu bem essa realidade.


Davi compreendeu que o céu e a terra voltariam a se encontrar novamente, como Apocalipse 21:2 confirma: “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus...”. Que realidade gloriosa: o homem habitará com o Pai e com o Filho juntos (Ap 21:3; Jo 14:2-3). Isso nos leva a entender que a Jerusalém celestial está diretamente ligada à Jerusalém terrena. Agora compreendemos o que representa, profeticamente, o retorno de Israel para Sião (Is 62:10-12; Sf 3:20).


Contudo, o significado profético desse retorno vai além da própria nação de Israel. É uma representação do que toda a humanidade deveria fazer: voltar para o Pai, para o Deus Criador do universo, onde habitaremos com Ele no Mundo Vindouro. O maior pecado do filho pródigo não foi gastar tudo quanto o pai lhe havia dado, mas deixar a presença do pai. Contudo, ao cair em si, ele voltou para a presença do pai, e ali houve festa (Lc 15:17-24). Essa parábola explica bem o propósito redentor de Deus para Israel e toda a humanidade (Rm 11:15; Efésios 2:13-14).


Todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus (Rm 3:23); assim, o pecado levou o homem para terras estrangeiras, para o império das trevas (Cl 1:13). Porém, o Filho, Jesus, morreu na cruz para que todo homem pudesse entrar no caminho que conduz à vida eterna, onde está o Pai (1Pe 3:18).


Assim como para nós (Igreja) a revelação de Jesus acontece de forma progressiva e continuará se ampliando até a vinda do Senhor, com Israel há um movimento semelhante. Deus não está apenas trazendo indivíduos de volta; Ele também está conduzindo Israel em um processo de restauração e revelação progressiva do Messias, e a Aliá, o retorno à sua terra, tem uma conexão direta com isso. Assim como o sacerdote subia um pequeno degrau para acender as sete lâmpadas da menorá e trazer iluminação para o interior do Tabernáculo (Nm 8:1-3), quanto mais judeus sobem para Sião, mais próxima está a revelação do Salvador (Os 3:4-5; Rm 11:25-26).


As luzes do candelabro de ouro em Israel estarão todas acesas quando o último judeu subir para Sião (Is 59:20; Zc 12:10; Rm 11:26). E quem é esse? Sim, Yeshua, o Messias de Israel, o Salvador das nações, o Filho de Abraão, Filho de Davi, a luz do mundo, o Princípio e o Fim, o Deus encarnado.


Se esse retorno faz parte do plano profético de Deus para a revelação do Messias, então a Igreja não pode permanecer indiferente a esse mover (Sl 122:6). Ela pode fazer muito mais, sendo também uma investidora financeira, apoiando o retorno de judeus crentes em Jesus à terra de seus pais, a Sião (Is 49:22; Is 60:9-10; Rm 15:27). Seja um sionista bíblico e profético.


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